sexta-feira, 23 de novembro de 2012

Promessas Consoladoras - Isaías 14


Na profecia de Isaías 14 são misturadas revelações que se aplicam ao presente, ao futuro próximo e distante, porque o tempo não existe para Deus, e tudo vê como num eterno agora.
Ele fala portanto das coisas que serão como se já fossem, e para propósitos definidos.
Por exemplo, o Seu objetivo imediato com as profecias dirigidas contra Babilônia, antes mesmo de se levantar como reino dominante na terra, tinham em vista animar os judeus e encorajá-los a sustentarem a esperança messiânica, anelando pela libertação deles e glorificação, juntamente com o Messias, porque eles não sabiam, mas viriam a ser levados em cativeiro para Babilônia num futuro ainda distante de mais de 120 anos.
Todavia, lhes é dito aqui, que seriam livrados do cativeiro de Babilônia e trazidos de volta para a sua própria terra, onde o Senhor tornaria a lhes fazer o bem.
Como os poderes tirânicos que operam nestes reinos o fazem por inspiração de Satanás, que também será o poder operante no Anticristo e em todos aqueles que estiverem associados a ele no tempo do fim, é feita também uma referência nos versos 12 a 20, à soberba do diabo que foi abatida por Deus, desde que se achou iniquidade nele no céu, e de igual forma Deus abaterá a soberba de todos os que se exaltam contra a Sua majestade divina e que se deixam dominar pela soberba tal como o príncipe deles, Satanás.
Eles serão julgados e condenados tal como foi julgado e condenado o seu príncipe,  o diabo, conforme se vê no texto da profecia.
Satanás oferece aos homens a glória dos reinos terrenos, tal como tentara fazer descaradamente com o próprio Cristo, na tentação a que foi submetido no deserto.
Esta é a estratégia do diabo, para conduzir os homens à ruína, porque Ele sabe que Deus e Mamom estão em completa oposição.
Sendo portanto, impossível servir a Deus, enquanto se serve ao dinheiro, e se consagra a vida para ser dominado por este deus opressivo que nos enche de ansiedade e avareza chamado riquezas terrenas, que consistem em tudo aquilo que é deste mundo e que julgamos precioso (fama, inteligência, posições, propriedades etc) e de cuja aquisição muitos fazem o seu único objetivo de vida.
É dito também na profecia que quando Judá fosse livrado do cativeiro de Babilônia, estrangeiros se juntariam a eles para viverem na paz da sua própria terra, longe dos opressores; e de oprimidos que eram, passarão a exercer domínio sobre as nações.
O alcance desta profecia vai para muito além do período da Restauração quando Judá voltou de Babilônia para Judá, porque inclui também, e principalmente a reunião de judeus e gentios num só rebanho, num só povo.

Baseado em Isaías 14

Profecia Contra Moabe - Isaías 15


Quando a Assíria levou Israel em cativeiro, ela foi ajudada pelos moabitas.
E historicamente, os moabitas sempre haviam se levantado contra Israel, especialmente no período dos Juízes, quando subjugaram Israel por dezoito anos, tendo Israel sido livrado por Deus pelas mãos do juiz Eglon, e  quando protestaram direito sobre a terra que pertencia a Israel, e não aceitaram os termos de paz que lhes foram oferecidos pelos israelitas, e por isso Deus os subjugou sob Jefté.
As iniquidades de Israel foram visitadas pela própria deliberação do Senhor, mas ai das nações ímpias que se levantaram para destruir o Seu povo com ira desmedida.
Elas não deixariam de receber da mão do Senhor a justa retribuição.
Israel é a herança do Senhor, então ai daqueles que se levantam para destruir a Sua herdade. Eles serão também destruídos.
Por isso se diz da descendência de Abraão que benditos são aqueles que a abençoarem, e malditos todos os que a amaldiçoarem.
E seria maldição portanto que viria sobre Moabe, porque amaldiçoou Israel.
Estas predições se cumpriram cerca de 10 anos depois de terem sido proferidas, porque os próprios assírios devastaram Moabe e saquearam e pilharam aquele país. 

Baseado em Isaías 15

O juízo é Individual e Seletivo - Isaias 16


Nações foram julgadas pelo Senhor nos dias do Velho Testamento, mas Ele sempre distinguiu para si os piedosos destas nações, para lhes dar um destino abençoado.
O  capítulo 16 de Isaías continua e conclui a profecia contra Moabe, iniciada no 15º.
Deus é justo, mas não é cruel. Dá a paga a Seus inimigos mas não segundo a crueldade deles.
O Senhor revela nesta profecia que não tem prazer na destruição dos pecadores e lhes convoca a prevenirem a sua queda em ruína, assim como ele faz em Isaías 16 em relação a Moabe.
Nós lemos nos versos 4 e 5:
“4 Habitem entre vós os desterrados de Moabe; serve-lhes de refúgio perante a face do destruidor. Quando o homem violento tiver fim, e a destruição tiver cessado, havendo os opressores desaparecido de sobre a terra,
5 então um trono será estabelecido em benignidade, e sobre ele no tabernáculo de Davi se assentará em verdade um que julgue, e que procure a justiça e se apresse a praticar a retidão.”
Em sua benignidade, o Senhor admitiria no reino do Messias, quando a destruição tiver cessado e havendo os opressores desaparecido da terra, aqueles que dentre os que descenderam dos moabitas, e que viessem buscar refúgio no Senhor Jesus.
Por isso o trono de Jesus será estabelecido em benignidade, para julgar com justiça e que se apressa para praticar a retidão. 
As assolações sobre os ímpios de Moabe já estavam determinadas por Deus, mas Ele se mostraria benigno para com aqueles daquele povo, que viessem a se arrepender dos seus pecados.

Baseado em Isaias 16

Profecia Contra a Síria - Isaías 17


A profecia do 17º capítulo de Isaías ainda não teve cumprimento porque se diz que Damasco da Síria não seria mais cidade, senão um montão de ruínas.
Como Damasco ainda permanece até hoje como sendo uma das principais cidades da Síria, então é porque a medida da iniquidade ainda não foi completada a ponto de que seja cumprida esta profecia, que como tudo o mais na Palavra de Deus não deixará de ter cumprimento no tempo que Ele tiver estabelecido.
Isto nos mostra a grande longanimidade e justiça de Deus, que prevê o juízo das nações com grande antecedência e aguarda para cumpri-lo com paciência.  
É importante lembrar que a Síria, juntamente com  os demais países do Oriente Médio, sempre foi um dos maiores opositores da nação de Israel, e sempre intentou e ainda tem intentado riscar o país de Israel do mapa.
No presente ela se encontra coligada principalmente com o Irã, na busca deste maligno objetivo.
Neste mesmo período em que Damasco será completamente destruída é dito que ficará apenas uma sobra em Israel.
Deste modo, tudo indica que provavelmente tal se dará nos dias das assolações do Anticristo.

Baseado em Isaías 17

Gloriar-se Somente no Senhor - Isaías 18


O reino fraco da Etiópia se vangloriava nos grandes feitos das nações.
De igual modo os pequenos deste mundo se vangloriam nos poderosos, tal como fizeram os etíopes.
No entanto, toda esta vanglória será cortada pelo Senhor no dia previsto para a ceifa.
Assim como ele arrancaria a glória daquelas nações poderosas nas quais os etíopes se gloriavam e procuravam fazer alianças com elas se lhes submetendo, para estarem debaixo da sua proteção contra os povos vizinhos.
Mas o Senhor diz que contempla toda esta iniquidade estando quieto olhando desde a sua morada (v. 4).
Deus não está impassível, mas sereno.
Esta profecia tem um paralelo com a visão que João teve e que é descrita em Apocalipse 14.14-16:
 “14 E olhei, e eis uma nuvem branca, e assentado sobre a nuvem um semelhante a filho de homem, que tinha sobre a cabeça uma coroa de ouro, e na mão uma foice afiada.
15 E outro anjo saiu do santuário, clamando com grande voz ao que estava assentado sobre a nuvem: Lança a tua foice e ceifa, porque é chegada a hora de ceifar, porque já a seara da terra está madura.
16 Então aquele que estava assentado sobre a nuvem meteu a sua foice à terra, e a terra foi ceifada.”
Aqui se vê Jesus assentado, que é uma posição de repouso, descanso, sobre uma nuvem branca, com uma coroa de ouro sobre sua cabeça e uma foice afiada na mão (v 14) pronto para ceifar a terra.
Em Isaías 18.4 é dito que o Senhor estará quieto olhando desde a sua morada antes da sega, quando “o gomo se torna uva prestes a madurecer” então ceifará toda a terra.
Daí o alerta que é proferido por Ele no verso 3:
“Vede, todos vós, habitantes do mundo, e vós os moradores da terra, quando se arvorar a bandeira nos montes; e ouvi, quando se tocar a trombeta.”
O alerta não é apenas para os etíopes dos dia de Isaías, mas para todos os habitantes do mundo, para todos os moradores da terra, e isto se dará quando se arvorar a bandeira nos montes, e quando se tocar a trombeta.
A bandeira que será elevada nos montes é para a convocação dos exércitos celestiais a entrarem em guerra contra  o  mundo de impiedade, e a trombeta aqui referida é a sétima trombeta, citada no Apocalipse, que precipitará a ação do Senhor que se achava assentado quieto sobre a nuvem com a foice na mão, contemplando o multiplicar da iniquidade do mundo, até o tempo em que deve entrar em ação para ceifar a terra de todos os que praticam males.  
Então, uma vez completado o trabalho da vindima,  Ele estabelecerá o Seu reino de justiça na terra, e o que ocorrerá é o que se afirma em Is 18. 7: 
“Naquele tempo será levado um presente ao Senhor dos exércitos da parte dum povo alto e de tez luzidia, e dum povo terrível desde o seu princípio, uma nação forte e vitoriosa, cuja terra os rios dividem; um presente, sim, será levado ao lugar do nome do Senhor dos exércitos, ao monte Sião.”

Isto indica que os fortes da terra se dobrarão ao Senhor e não farão mais a guerra.
Muitos daqueles em quem os etíopes se gloriavam em seus dias, e estes grandes, que são perversos, de nossos dias, em que se gloriam os povos, serão destruídos pelo Senhor na Sua segunda vinda, mas os que deles se converterem e ficarem nas nações, virão a Sião adorá-lo trazendo-lhe presentes.
Os etíopes levavam presentes aos grandes da terra e não serviam ao único que deve ser agradado com nossa adoração e serviço, que é o Senhor dos Exércitos.
Mas isto terá cumprimento a seu tempo, conforme foi profetizado por Isaías, por aqueles que sobrarem na terra, por ocasião da volta do Senhor.    

Baseado em Isaías 18 

A Salvação Estendida aos Gentios - Isaías 19


Na profecia de Isaías 19 é predita a retirada da glória dos faraós do Egito, por Deus.
O próprio rio Nilo no qual os egípcios se gloriavam seria também objeto do juízo de Deus, assim como todos os muitos deuses que eles adoravam.
De fato, há muito não se viu mais a antiga glória do Egito, desde que o Senhor quebrou a força daquela nação, tornando-a um povo pequeno e inexpressivo na terra. 
A quase totalidade do egípcios é em nosso dia adepta do islamismo. Eles não são mais adoradores de gatos, de rãs, do sol, da lua, conforme Isaías havia predito.
Muitos deles têm se convertido a Cristo e haverá um acréscimo ainda maior de convertidos, no Egito, próximo da Sua vinda, porque Deus o prometeu.
E até mesmo entre os assírios, cuja iniquidade ele estaria visitando com terríveis juízos, tanto quanto aos egípcios.
Mas também prometeu ter na descendência deles os seus eleitos, conforme se vê no final desta profecia:
   “23 Naquele dia haverá estrada do Egito até a Assíria, e os assírios virão ao Egito, e os egípcios irão à Assíria; e os egípcios adorarão com os assírios.
24 Naquele dia Israel será o terceiro com os egípcios e os assírios, uma benção no meio da terra;
25 porquanto o Senhor dos exércitos os tem abençoado, dizendo: Bem-aventurado seja o Egito, meu povo, e a Assíria, obra de minhas mãos, e Israel, minha herança.”
Antes dos dias de Isaías, Deus havia salvo muitos assírios, através do ministério do profeta Jonas.
E Jesus disse que ninivitas (da capital da Assíria) se levantariam no dia do juízo contra os judeus ímpios e os condenariam, porque haviam se convertido com a pregação de juízo de Jonas, enquanto aqueles judeus se recusavam a crer nEle que era maior do que Jonas. 
O que aprendemos disto tudo é que Deus sempre misturará enquanto existir o mundo, os seus juízos com a sua misericórdia, e todos aqueles que se arrependem e se voltam para Ele são recebidos como seus filhos, assim como se vê a causa da recepção dos egípcios no verso 20 a 22:
“20 E servirá isso de sinal e de testemunho ao Senhor dos exércitos na terra do Egito; quando clamarem ao Senhor por causa dos opressores, ele lhes enviará um salvador, que os defenderá e os livrará.
21 E o Senhor se dará a conhecer ao Egito e os egípcios conhecerão ao Senhor naquele dia, e o adorarão com sacrifícios e ofertas, e farão votos ao Senhor, e os cumprirão.
22 E ferirá o Senhor aos egípcios; feri-los-á, mas também os curará; e eles se voltarão para o Senhor, que ouvirá as súplicas deles e os curará.”
Nós temos aqui uma grande declaração do amor de Deus pelos gentios, que seria manifestado em plenitude na dispensação da graça, quando Deus se manifestaria a eles pela pregação do evangelho em todas as partes do mundo, e a toda criatura.  
Por isso é dito na profecia que a Assíria é obra das mãos de Deus, porque de fato não é apenas o Criador do povo de Israel, mas das pessoas de todas as nações, e criou o homem para ser adorado por ele e para viver em comunhão espiritual em amor.
Isto tem se cumprido conforme foi predito, especialmente desde que Cristo inaugurou a dispensação da graça com o derramar do Espírito Santo, em todas as nações da terra.
E o amor e o perdão de Deus seriam estendidos até mesmo a seus inimigos e aos inimigos de Israel.    

Baseado em Isaías 19

Porque o Profeta Isaías Andou Nu por 3 Anos - Isaias 20


Israel estava confiando na aliança política e militar que havia feito com o Egito e com a Etiópia, na esperança de ser livrado da dominação Assíria.
Entretanto para frustrar a esperança deles, Deus ordenou a Isaías que andasse nu por três anos, para revelar aos israelitas o que os assírios fariam aos egípcios em quem eles estavam confiando para serem livrados. 
Antes de serem levados em cativeiro pelos assírios, os israelitas veriam a humilhação a que seriam submetidos os egípcios e etíopes, porque seriam desnudados pelos assírios quando fossem levados em cativeiro por eles. 
Eles deveriam se converter da idolatria deles e se voltarem para o Senhor para serem livrados, e não confiarem na força dos egípcios e dos etíopes.
Mas de tal maneira estavam desviados do Senhor e com a idolatria arraigada em seus corações, que não teriam como escapar do juízo que já estava determinado contra eles, e que se daria nos dias do rei Oséias de Israel, em 722 a.C., quando o rei Ezequias se encontrava no seu quarto ano de reinado em Judá.   

Baseado em Isaias 20