terça-feira, 4 de dezembro de 2012

SALMO 71


Este salmo foi escrito por Davi na sua velhice, e muitos pensam que o fizera na ocasião em que Absalão se rebelara contra ele.
Davi já se encontrava velho mas continuava aprendendo de Deus e não cessava de lhe clamar pedindo proteção contra os seus muitos inimigos.
Alguns podem pensar que Davi era paranoico, mas na verdade, todo servo fiel de Deus terá o mesmo sentimento e necessidade iguais aos de Davi, porque o Inimigo acompanha bem de perto, sem dar tréguas a todo aquele que for fiel e estiver empenhado numa verdadeira obra do Senhor, tal como estivera Davi em seus dias.  
Todavia, temos que ressaltar que as imprecações e os pedidos de retribuição constantes deste, e de outros salmos, e passagens do Velho Testamento, não devem ser feitos na dispensação da graça, na qual nos encontramos.
É lícito que peçamos a Deus que nos livre do mal, conforme nosso Senhor nos ensinou na Oração Dominical, mas não somos autorizados a usar da espada, conforme lutava Israel nos dias do Velho Testamento, nem mesmo a espada da língua, quer ferindo diretamente as pessoas, ou então pedindo a Deus que as fira, por causa de injustiças e perseguições que nos façam.
Sequer devemos pedir que o Senhor nos vingue dos que se colocam como nossos inimigos, por causa do nosso amor a Ele.
Antes devemos orar pelo bem deles, abençoá-los, e amá-los, sem lhes fechar a porta da possibilidade de serem salvos por Cristo.
Quando isto sucede, o amor tem triunfado e Deus é glorificado, na sua grande luta espiritual, para arrancar pessoas das trevas para a luz, do domínio do mal para o do bem.
E quanto as que resistem a isto, e permanecem na prática da iniquidade, somente a Ele cabe todo o julgamento, quanto ao que se lhes será feito.   
 

“Em ti, SENHOR, me refugio; não seja eu jamais envergonhado. 
Livra-me por tua justiça e resgata-me; inclina-me os ouvidos e salva-me. 
Sê tu para mim uma rocha habitável em que sempre me acolha; ordenaste que eu me salve, pois tu és a minha rocha e a minha fortaleza.
Livra-me, Deus meu, das mãos do ímpio, das garras do homem injusto e cruel. 
Pois tu és a minha esperança, SENHOR Deus, a minha confiança desde a minha mocidade. 
Em ti me tenho apoiado desde o meu nascimento; do ventre materno tu me tiraste, tu és motivo para os meus louvores constantemente. 
Para muitos sou como um portento, mas tu és o meu forte refúgio.
Os meus lábios estão cheios do teu louvor e da tua glória continuamente. 
Não me rejeites na minha velhice; quando me faltarem as forças, não me desampares. 
Pois falam contra mim os meus inimigos; e os que me espreitam a alma consultam reunidos,  dizendo: Deus o desamparou; persegui-o e prendei-o, pois não há quem o livre. 
Não te ausentes de mim, ó Deus; Deus meu, apressa-te em socorrer-me.
Sejam envergonhados e consumidos os que são adversários de minha alma; cubram-se de opróbrio e de vexame os que procuram o mal contra mim.
Quanto a mim, esperarei sempre e te louvarei mais e mais. 
A minha boca relatará a tua justiça e de contínuo os feitos da tua salvação, ainda que eu não saiba o seu número. 
Sinto-me na força do SENHOR Deus; e rememoro a tua justiça, a tua somente.
Tu me tens ensinado, ó Deus, desde a minha mocidade; e até agora tenho anunciado as tuas maravilhas. 
Não me desampares, pois, ó Deus, até à minha velhice e às cãs; até que eu tenha declarado à presente geração a tua força e às vindouras o teu poder. 
Ora, a tua justiça, ó Deus, se eleva até aos céus.
Grandes coisas tens feito, ó Deus; quem é semelhante a ti? 
Tu, que me tens feito ver muitas angústias e males, me restaurarás ainda a vida e de novo me tirarás dos abismos da terra. 
Aumenta a minha grandeza, conforta-me novamente. 
Eu também te louvo com a lira, celebro a tua verdade, ó meu Deus; cantar-te-ei salmos na harpa, ó Santo de Israel.
Os meus lábios exultarão quando eu te salmodiar; também exultará a minha alma, que remiste.
Igualmente a minha língua celebrará a tua justiça todo o dia; pois estão envergonhados e confundidos os que procuram o mal contra mim.” 



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