quinta-feira, 10 de outubro de 2013

LEVÍTICO 14

NOTA: os demais capítulos de Levítico encontram-se em DEZ 2012

“1 Depois disse o Senhor a Moisés:
2 Esta será a lei do leproso no dia da sua purificação: será levado ao sacerdote,
3 e este sairá para fora do arraial, e o examinará; se a praga do leproso tiver sarado,
4 o sacerdote ordenará que, para aquele que se há de purificar, se tomem duas aves vivas e limpas, pau de cedro, carmesim e hissopo.
5 Mandará também que se imole uma das aves num vaso de barro sobre águas vivas.
6 Tomará a ave viva, e com ela o pau de cedro, o carmesim e o hissopo, os quais molhará, juntamente com a ave viva, no sangue da ave que foi imolada sobre as águas vivas;
7 e o espargirá sete vezes sobre aquele que se há de purificar da lepra; então o declarará limpo, e soltará a ave viva sobre o campo aberto.
8 Aquele que se há de purificar lavará as suas vestes, rapará todo o seu pêlo e se lavará em água; assim será limpo. Depois entrará no arraial, mas ficará fora da sua tenda por sete dias.
9 Ao sétimo dia rapará todo o seu pêlo, tanto a cabeça como a barba e as sobrancelhas, sim, rapará todo o pêlo; também lavará as suas vestes, e banhará o seu corpo em água; assim será limpo.
10 Ao oitavo dia tomará dois cordeiros sem defeito, e uma cordeira sem defeito, de um ano, e três décimos de efa de flor de farinha para oferta de cereais, amassada com azeite, e um logue de azeite;
11 e o sacerdote que faz a purificação apresentará o homem que se há de purificar, bem como aquelas coisas, perante o Senhor, à porta da tenda da revelação.
12 E o sacerdote tomará um dos cordeiros, o oferecerá como oferta pela culpa; e, tomando também o logue de azeite, os moverá por oferta de movimento perante o Senhor.
13 E imolará o cordeiro no lugar em que se imola a oferta pelo pecado e o holocausto, no lugar santo; porque, como a oferta pelo pecado pertence ao sacerdote, assim também a oferta pela culpa; é coisa santíssima.
14 Então o sacerdote tomará do sangue da oferta pela culpa e o porá sobre a ponta da orelha direita daquele que se há de purificar, e sobre o dedo polegar da sua mão direita, e sobre o dedo polegar do seu pé direito.
15 Tomará também do logue de azeite, e o derramará na palma da sua própria mão esquerda;
16 então molhará o dedo direito no azeite que está na mão esquerda, e daquele azeite espargirá com o dedo sete vezes perante o Senhor.
17 Do restante do azeite que está na sua mão, o sacerdote porá sobre a ponta da orelha direita daquele que se há de purificar, e sobre o dedo polegar da sua mão direita, e sobre o dedo polegar do seu pé direito, por cima do sangue da oferta pela culpa;
18 e o restante do azeite que está na sua mão, pô-lo-á sobre a cabeça daquele que se há de purificar; assim o sacerdote fará expiação por ele perante o Senhor.
19 Também o sacerdote oferecerá a oferta pelo pecado, e fará expiação por aquele que se há de purificar por causa a sua imundícia; e depois imolará o holocausto,
20 e oferecerá o holocausto e a oferta de cereais sobre o altar; assim o sacerdote fará expiação por ele, e ele será limpo.
21 Mas se for pobre, e as suas posses não bastarem para tanto, tomará um cordeiro para oferta pela culpa como oferta de movimento, para fazer expiação por ele, um décimo de efa de flor de farinha amassada com azeite, para oferta de cereais, um logue de azeite,
22 e duas rolas ou dois pombinhos, conforme suas posses permitirem; dos quais um será oferta pelo pecado, e o outro holocausto.
23 Ao oitavo dia os trará, para a sua purificação, ao sacerdote, à porta da tenda da revelação, perante o Senhor;
24 e o sacerdote tomará o cordeiro da oferta pela culpa, e o logue de azeite, e os moverá por oferta de movimento perante o Senhor.
25 Então imolará o cordeiro da oferta pela culpa e, tomando do sangue da oferta pela culpa, pô-lo-á sobre a ponta da orelha direita daquele que se há de purificar, e sobre o dedo polegar da sua mão direita, e sobre o dedo polegar do seu pé direito.
26 Também o sacerdote derramará do azeite na palma da sua própria mão esquerda;
27 e com o dedo direito espargirá do azeite que está na mão esquerda, sete vezes perante o Senhor;
28 igualmente, do azeite que está na mão, porá na ponta da orelha direita daquele que se há de purificar, e no dedo polegar da sua mão direita, e no dedo polegar do seu pé direito, em cima do lugar do sangue da oferta pela culpa;
29 e o restante do azeite que está na mão porá sobre a cabeça daquele que se há de purificar, para fazer expiação por ele perante o Senhor.
30 Então oferecerá uma das rolas ou um dos pombinhos, conforme as suas posses lhe permitirem,
31 sim, conforme as suas posses, um para oferta pelo pecado, e o outro como holocausto, juntamente com a oferta de cereais; assim fará o sacerdote, perante o Senhor, expiação por aquele que se há de purificar.
32 Esta é a lei daquele em quem estiver a praga da lepra, e cujas posses não lhe permitirem apresentar a oferta estipulada para a sua purificação.
33 Disse mais o Senhor a Moisés e a Arão:
34 Quando tiverdes entrado na terra de Canaã, que vos dou em possessão, e eu puser a praga da lepra em alguma casa da terra da vossa possessão,
35 aquele a quem pertencer a casa virá e informará ao sacerdote, dizendo: Parece-me que há como que praga em minha casa.
36 E o sacerdote ordenará que despejem a casa, antes que entre para examinar a praga, para que não se torne imundo tudo o que está na casa; depois entrará o sacerdote para examinar a casa;
37 examinará a praga, e se ela estiver nas paredes da casa em covinhas verdes ou vermelhas, e estas parecerem mais profundas que a superfície,
38 o sacerdote, saindo daquela casa, deixá-la-á fechada por sete dias.
39 Ao sétimo dia voltará o sacerdote e a examinará; se a praga se tiver estendido nas paredes da casa,
40 o sacerdote ordenará que arranquem as pedras em que estiver a praga, e que as lancem fora da cidade, num lugar imundo;
41 e fará raspar a casa por dentro ao redor, e o pó que houverem raspado deitarão fora da cidade, num lugar imundo;
42 depois tomarão outras pedras, e as porão no lugar das primeiras; e outra argamassa se tomará, e se rebocará a casa.
43 Se, porém, a praga tornar a brotar na casa, depois de arrancadas as pedras, raspada a casa e de novo rebocada,
44 o sacerdote entrará, e a examinará; se a praga se tiver estendido na casa, lepra roedora há na casa; é imunda.
45 Portanto se derrubará a casa, as suas pedras, e a sua madeira, como também toda a argamassa da casa, e se levará tudo para fora da cidade, a um lugar imundo.
46 Aquele que entrar na casa, enquanto estiver fechada, será imundo até a tarde.
47 Aquele que se deitar na casa lavará, as suas vestes; e quem comer na casa lavara as suas vestes.
48 Mas, tornando o sacerdote a entrar, e examinando a casa, se a praga não se tiver estendido nela, depois de ter sido rebocada, o sacerdote declarará limpa a casa, porque a praga está curada.
49 E, para purificar a casa, tomará duas aves, pau de cedro, carmesim e hissopo;
50 imolará uma das aves num vaso de barro sobre águas vivas;
51 tomará o pau de cedro, o hissopo, o carmesim e a ave viva, e os molhará no sangue da ave imolada e nas águas vivas, e espargirá a casa sete vezes;
52 assim purificará a casa com o sangue da ave, com as águas vivas, com a ave viva, com o pau de cedro, com o hissopo e com o carmesim;
53 mas soltará a ave viva para fora da cidade para o campo aberto; assim fará expiação pela casa, e ela será limpa.
54 Esta é a lei de toda sorte de praga de lepra e de tinha;
55 da lepra das vestes e das casas;
56 da inchação, das pústulas e das manchas lustrosas;
57 para ensinar quando alguma coisa será imunda, e quando será limpa. Esta é a lei da lepra.” (Lev 14.1-57).

Neste capítulo se descreve como seria feita a purificação de um leproso que tivesse sido curado e também se descreve os procedimentos no caso de haver lepra na parede de uma casa.
 Como são descritos procedimentos para os leprosos que fossem curados, certamente isto seria pelo poder sobrenatural de Deus, que também curava doenças incuráveis nos dias do Antigo Testamento, como foi o caso de Miriã que ficou leprosa por sete dias, e de Naamã, o sírio, a quem Deus curou.
Tanto o diagnóstico da doença quanto da sua cura era uma atribuição dada por Deus aos sacerdotes. E era ordenado que os sacerdotes fossem ter com aqueles que foram curados, visitando-os em suas casas, de forma que pudessem ser reconduzidos ao convívio social.
Aqueles que haviam sido excluídos do meio da congregação cristã, por causa da falta de arrependimento pelos seus pecados contra o corpo de Cristo, devem ser acolhidos com alegria e amor pela igreja, em face do arrependimento que vierem a demonstrar no futuro, como sinal da cura do seu pecado. E esta reconciliação deve ser feita o mais rapidamente possível para que os arrependidos não se sintam desencorajados pelo excesso de severidade.
O poder dado por Cristo a seus ministros de ligar e desligar o que tiver sido ligado ou desligado no céu deve ser exercido com grande precaução, discernimento e imparcialidade, e com uma sincera consideração para a edificação do corpo de Cristo. Sabedoria e sinceridade são essenciais para este propósito.   
No cerimonial em que se atestava a purificação do leproso há uma importante figura do que acontece com o pecador que foi limpo dos seus pecados, por meio de Cristo, porque era exigido que fosse apresentado para a purificação duas aves vivas e limpas, pau de cedro, estofo vermelho e hissopo (v. 4). Uma das aves era imolada sobre águas correntes derramadas num vaso de barro, e o cedro, o estofo e o hissopo, juntamente com a ave que fora poupada, eram mergulhados no sangue com água da ave que fora morta, e esta ave viva era solta em campo aberto (v. 6,7).
Temos aqui, portanto, uma figura da morte de Cristo que se fez homem, para purificar e lavar os homens dos seus pecados, de maneira que sendo efetivamente poupados da morte, como aquela ave, possam identificar-se com a morte de Jesus em seu batismo, e se levantarem como ressurrectos para viverem em novidade de vida.
Este cerimonial era exigido exatamente para os casos de leprosos que fossem curados da lepra.
A figura então se aplica a pecadores que são libertados de seus pecados. 
O  escarlate do estofo simbolizava a nova vida em Cristo, porque o leproso seria restaurado agora à cor avermelhada da pele que havia ficado branca pela lepra.
O aroma do cedro simbolizava Cristo para remover o mau cheiro espiritual produzido pelo pecado que desagrada a Deus, porque o aroma de Cristo é aroma de vida para a vida nos que se salvam.
E o hissopo seria usado para fazer a aspersão do sangue sobre o leproso, para indicar que a purificação dos nossos pecados é feita somente por meio do sangue de Jesus. Por isso se lê em Hb 12.24: “e a Jesus, o mediador de um novo pacto, e ao sangue da aspersão, que fala melhor do que o de Abel.”, e em I Pe 1.2: “eleitos segundo a presciência de Deus Pai, na santificação do Espírito, para a obediência e aspersão do sangue de Jesus Cristo.”.
Aquela ave foi mergulhada no sangue misturado com água da ave que fora morta e se levantou ainda com vida para a liberdade. E do mesmo modo Cristo que derramou sua vida na cruz tendo saído água e sangue do seu lado, levantou-se da morte, ressuscitando dentre os mortos para a nossa justificação, por meio da qual somos libertados do senhorio do pecado. 
E depois de ser declarado limpo pelo sacerdote o que fora leproso deveria aguardar ainda sete dias fora do acampamento para que pudesse retornar ao convívio social.
Não há aqui nenhuma figura relativa a purgatório, mas ao fato de que depois de ter sido libertado do pecado, o crente deverá continuar mortificando a carne e se consagrando a Deus neste mundo até que chegue a hora de se juntar aos remidos que estão completamente purificados de seus pecados no céu.
Esta permanência de sete dias indica portanto um tempo perfeito conhecido e determinado por Deus para a nossa santificação, a qual será efetiva segundo a nossa dependência e obediência aos mandamentos do Senhor, assim como se ensina em figura neste tempo de espera de sete dias que o leproso deveria permanecer fora do acampamento, embora já tivesse sido curado e declarado limpo pelo sacerdote.
Há aqui também uma forte figura da justificação do crente neste mundo, porque enquanto aqui permanece, apesar de ter sido declarado justificado por Deus, por causa da sua conversão e libertação do pecado, ele não é ainda perfeitamente justo, mas certamente o será quando for chamado pelo Senhor a se reunir aos demais santos no céu.  
Veja que o leproso apesar de já ter sido declarado limpo pelo sacerdote (o crente declarado justificado por Deus no momento mesmo em que se converteu a Cristo), mas deveria ainda, depois de cumpridos os sete dias de espera, apresentar-se no oitavo dia no tabernáculo para oferecer dois cordeiros e uma cordeira, sem defeito, três dízimas de flor de farinha para oferta de manjares e um logue de azeite.
Um dos cordeiros seria oferecido como sacrifício pela culpa (v. 12). E o segundo cordeiro e a cordeira seriam oferecidos como oferta pelo pecado e como holocausto (v 19).
Caso fosse pobre deveria apresentar um cordeiro para oferta pela culpa, duas rolas ou dois pombos para oferta pelo pecado e para holocausto, respectivamente.
Isto indica que apesar de ter sido justificado, a aceitação do crente por Deus como filho, e a sua entrada no céu continua sendo garantida pelo próprio sacrifício de Cristo.
Por isso se diz que Cristo é tudo em todos (Col 3.11).
Nossa justificação é Cristo.
Nossa redenção é Cristo.
Nossa sabedoria é Cristo.
Nossa santificação é Cristo (I Cor 1.30).
Enfim, nossa salvação é Cristo.
Jesus consumou uma obra em nosso favor para que fôssemos salvos, mas é a Sua própria pessoa que nos salva.
É pela sua vida que temos vida.
Sem Cristo nada do que foi feito existiria.
Sem Cristo nada haveria.
Sem Cristo nada somos portanto.
E é isto o que a Lei ensina em figura, pois mesmo o que foi declarado justo em Cristo deve continuar se santificando. E assim o próprio Senhor afirma o que haverá até a Sua segunda vinda: “Quem é injusto, faça injustiça ainda: e quem está sujo, suje-se ainda; e quem é justo, faça justiça ainda; e quem é santo, santifique-se ainda.” (Apo 22.11).   
Se o pecado não tivesse entrado no mundo não haveria enfermidades.
A enfermidade debilita e mata.
Assim, a enfermidade é uma figura visível de uma realidade invisível, porque o pecado é uma doença que debilita e mata.
Por isso Deus revela que assim como a lepra (nos dias do Antigo Testamento) o pecado é uma doença incurável e só pode ser curado por uma intervenção miraculosa do próprio Deus.
O único remédio que nos cura desta doença terrível é o sangue de nosso Senhor Jesus Cristo, isto é, a Sua própria vida, pois o sangue tipifica a vida, e o fato de ser vermelho indica vigor e saúde, isto é, qualidade de vida, vida em abundância, vida eterna.
Exatamente o oposto que era indicado pela lepra, ao tornar branca e pálida a pele do seu portador, e debilitando o seu vigor.
Esta vida saudável, plena, vigorosa está portanto somente em Cristo, e naqueles que têm sido cobertos pelo Seu sangue, para serem lavados e purificados de seus pecados.    
Finalmente, nos versículos 33 a 57 deste capítulo de Levítico são apresentados os procedimentos para o caso de existência de lepra na parede de alguma casa.
O sacerdote deveria ordenar que a casa fosse desocupada para que não houvesse qualquer contaminação tanto de seus moradores, quanto dos seus utensílios e móveis (v. 36). Se houvesse lepra todo aquele que entrasse na casa seria considerado imundo até a tarde (v. 46).
O reboco deveria ser removido e refeito, e a casa seria declarada limpa, mas para a sua purificação cerimonial era exigido que se procedesse conforme no caso de pessoa leprosa, conforme vimos nos versos 4 a 7 deste mesmo capítulo.  
O ensino em figura nesta porção da lei é que a casa onde haja os tipos de pecados simbolizados pela lepra, da qual Deus afirma expressamente que é enviada por Ele (v. 34) como forma de juízo e maldição (Zc 5.3,4) sobre o pecado que é praticado naquela casa e que desperta a Sua ira, será deixada deserta até que seja purificada do pecado.
O sacerdote deveria ser chamado para examinar e purificar a casa removendo a lepra da sua parede, e dar-lhe um novo revestimento.
De igual modo o lar, ou igreja cujas paredes estejam manchadas pelo pecado e que as tornam impróprias para a habitação do povo de Deus, deve buscar a Cristo, nosso Sumo Sacerdote para diagnosticar e nos revelar o nosso pecado, de modo que Ele possa destruí-lo e fazer uma reparação na brecha que foi produzida por causa do pecado, de modo a tornar o nosso lugar de ajuntamento novamente agradável e habitável, sem que haja o perigo de contaminação daqueles que nele se reúnem.
Neste caso se aplica na Lei a mesma figura que vimos anteriormente para a purificação do leproso, porque aquelas duas aves citadas; o cedro, o hissopo e o estofo vermelho deveriam ser usados no cerimonial de purificação indicando a morte, a ressurreição e a novidade de vida.
Uma vez tratado o problema do pecado, Deus deve ser servido pelo oferecimento de nossos membros à prática da justiça, para que vivamos dali para a frente, em novidade de vida (Rom 6.1-14).    
Nunca devemos esquecer que os resquícios de corrupção que habitam na carne do crente, mesmo depois de ter sido lavado de seus pecados, devem ser raspados e queimados pelo fogo do Espírito Santo, de modo a não retornarem e assim virem a contagiar os membros do corpo de Cristo.
Deus está ensinando em figura pela Lei aquilo que é afirmado direta e claramente no Novo Testamento: que o crente deve empenhar-se diligentemente em sua santificação, detestando e destruindo todas as obras da carne que militam tenazmente contra a sua alma.

O pecado deve ser mortificado, e isto significa que deve ser destruído inteiramente, e ainda que se levante muitas vezes sobre nossas vidas, é nosso dever, segundo apontado por Deus, destruí-lo por nos lavarmos constantemente no sangue de Cristo, para que o Espírito Santo realize o Seu trabalho de purificação de espírito, alma e corpo (I Tes 5.23).   

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