quinta-feira, 10 de outubro de 2013

PROVÉRBIOS 30



Provérbios 30




Silvio Dutra




Set/2016







 
  A474
            Alves, Silvio Dutra
                  Provérbios 30./ Silvio Dutra Alves. – Rio de Janeiro,
                  2016.
                  51p.; 14,8x21cm

                 1. Teologia. 2. Salomão. 3. Estudo Bíblico.
             I. Título.
                                                        
                                                                             CDD 230.223




Provérbios 30

1 Palavras de Agur, filho de Jaque, o masaíta, que proferiu este homem a Itiel, a Itiel e a Ucal:

2 Na verdade eu sou o mais bruto dos homens, nem mesmo tenho o conhecimento de homem.

3 Nem aprendi a sabedoria, nem tenho o conhecimento do santo.

4 Quem subiu ao céu e desceu? Quem encerrou os ventos nos seus punhos? Quem amarrou as águas numa roupa? Quem estabeleceu todas as extremidades da terra? Qual é o seu nome? E qual é o nome de seu filho, se é que o sabes?

5 Toda a Palavra de Deus é pura; escudo é para os que confiam nele.

6 Nada acrescentes às suas palavras, para que não te repreenda e sejas achado mentiroso.

Alguns acham que Agur não é o nome deste autor, mas uma palavra definidora do seu caráter; pois esta palavra significa coletor, e sendo um coletor, ele não compôs estes provérbios sozinho, mas recolheu os ditos sábios e observações de outros, e isto se infere do que ele diz no verso 3.
Não devemos enterrar nosso talento, ainda que seja apenas um, mas, como temos recebido o dom, então ministremos o mesmo, ainda que seja para coletar o que outros escreveram sobre a Palavra de Deus.
Itiel e Ucal são mencionados como os nomes de seus alunos, a quem ele instruiu.
Itiel significa Deus comigo. Ucal significa o Poderoso.
Há três coisas às quais o profeta visa aqui:
I. Humilhar-se. Antes que fizesse confissão de sua fé, ele fez confissão de sua insensatez, fraqueza e deficiência da razão, o que é tão necessário para ser guiado e regido pela fé. Antes que ele fale a respeito do Salvador ele fala de si mesmo como tendo a necessidade de um Salvador, e como nada somos sem ele; temos que sair de nós mesmos antes de entrarmos em Jesus Cristo.
Ele fala de si mesmo como tendo necessidade de ser justificado.
Quando reflete sobre si mesmo, ele se classifica como sendo o mais bruto dos homens. Todo homem se embruteceu (Jeremias 10.14). Mas aquele que conhece seu próprio coração sabe muito mais acerca do mal que habita em si mesmo do que  qualquer outro.
Agur, quando foi considerado pelos outros como sendo mais sábio do que a maioria, reconheceu-se o mais tolo. Seja qual for a opinião elevada que outros possam ter de nós, devemos ter baixos pensamentos acerca de nós mesmos.
Agur fala de si mesmo como que lhe faltando uma revelação para guiá-lo nos caminhos da verdade e da sabedoria. Ele diz que não aprendeu a sabedoria por qualquer poder próprio. Ele não teve o conhecimento que tiveram os santos, os anjos, nossos primeiros pais na inocência, nem diretamente das coisas santas de Deus, tendo uma visão delas, nem fazendo qualquer juízo delas, senão de aprender de outros aquilo que Deus teve o prazer de torná-las conhecidas.
O homem natural, os poderes naturais, não podem perceber as coisas do Espírito de Deus.
II. Falar de Jesus Cristo, e da Sua comunhão com o Pai (verso 4).
“Quem subiu ao céu...”.
Alguns entendem isso como se referindo a Deus e às suas obras, que são, ambos, incomparáveis e imperscrutáveis.
Ele desafia toda a humanidade a dar conta dos céus acima, dos ventos, das águas, da terra: "Quem pode dizer que subiu ao terceiro céu, para ter uma visão das esferas acima, e depois ter descido, e ter-nos dado uma descrição deles?
Quem pode dizer que teve o comando dos ventos, como Deus faz, ou ter dirigido as ondas do mar, como Deus tem feito? Quem estabeleceu os confins da terra, ou pode descrever a força de seus fundamentos ou a extensão dos seus limites? Diga-me qual é o nome do homem que pode comprometer-se a competir com Deus ou ser seu conselheiro? "
Nos dias da escrita do provérbio Cristo não havia ainda se manifestado ao mundo, a sua revelação era velada, mas hoje podemos exaltar a Cristo pela revelação direta que fizera de si mesmo no mundo e nas Escrituras.
Por isso Jó disse: Ouvimos a sua fama com os nossos ouvidos, mas não podemos descrevê-lo (Jó 28.22).
Certamente é Deus quem encerra os ventos nos seus punhos e governa as águas como uma peça de vestuário; mas o qual é o seu nome? É, Eu Sou o que Sou (Êxodo 12.14), um nome para ser adorado, e que não deve ser entendido.
Qual é o nome do Seu filho, por quem ele faz todas estas coisas? Os santos do Antigo Testamento esperavam que o Messias fosse o Filho do Deus Bendito, e dele se fala aqui como sendo uma pessoa distinta do Pai, mas seu nome ainda era um segredo. De fato, o nome de Jesus somente foi revelado pela primeira vez pelo Arcanjo Gabriel a Maria.
O grande Redentor, nas glórias de sua providência e graça, não pode ser igualado em sua perfeição.
As glórias do reino de Sua graça são insondáveis ​​e inigualáveis; porque quem subiu ao céu ou dele desceu?
Quem além dele está perfeitamente familiarizado com ambos os mundos, e tem uma correspondência livre com ambos, e está, portanto, apto a resolver a correspondência entre eles, como Mediador?
Ele estava no céu no seio do Pai (João 1.); daí, ele desceu para tomar nossa natureza sobre si. Com esta natureza, além da divina tornou a ascender (Ef 4.9), para receber as glórias prometidas ao seu estado exaltado.
As glórias do reino de sua providência também são insondáveis ​​e inigualáveis. O mesmo que concilia o céu e a terra foi o Criador de ambos e governa e dispõe de tudo e todos. Seu governo dos três elementos inferiores: do ar, da água e da terra, é aqui particularizado.
Os movimentos do ar são de sua direção. Satanás finge ser o príncipe do poder do ar, mas mesmo lá Cristo tem todo o poder; repreendendo os ventos e eles lhe dão ouvidos.
Os limites da água são de sua nomeação: Ele liga as águas como em uma peça de vestuário; determinando até onde elas virão, e não mais (Jó 38.9-11).
Os fundamentos da terra são fixados por Ele. Fundou em um primeiro momento; e os define ainda. Se Cristo não tivesse interposto a força do seu poder, os fundamentos da terra teriam afundado sob a carga da maldição sobre o solo, pelo pecado do homem. Quem e o que é o Poderoso que faz tudo isso? Não podemos ter o poder e a perfeição de Deus Pai, nem do seu Filho.
Agur nos assegura da verdade da Palavra de Deus, e a recomenda a nós (verso 5, 6). Seus alunos esperam ser instruídos por ele nas coisas de Deus. "Ai!" diz ele, "eu não posso comprometer-me a instruí-los, a não ser indo à Palavra de Deus, e para ver o que ele revelou de si mesmo e de sua mente e vontade, você precisa ter como segura e suficiente cada palavra de Deus, porque é pura; e não há a menor mistura de falsidade e corrupção nela".
As palavras dos homens são para serem ouvidas e lidas com suspeição, mas não há o menor fundamento para suspeitar de qualquer deficiência na Palavra de Deus; pois é como prata purificada sete vezes (Sl 12.6), sem o mínimo de escória. A tua Palavra é muito pura (Sl 119.140).
Deus, em sua Palavra, é um escudo, uma proteção segura, para todos aqueles que se colocam sob sua proteção e que colocam a sua confiança nele.
A palavra de Deus, aplicada pela fé, nos amparará no meio dos maiores perigos (Sl 46.1,2).
Ela é suficiente e, portanto, nada devemos lhe adicionar (verso 6). Nada deve ser adicionado à Palavra porque é pura e perfeita. Esta proíbe a promoção de qualquer coisa, não somente em contradição contra ela, mas em concorrência com ela; ainda que seja sob o pretexto plausível de explicá-la, assim, nada deve fingido que é de igual autoridade com ela, se está adicionando às Suas palavras, o que é não somente uma vergonha, como abre uma porta para todos os tipos de erros e corrupções; pois, é um absurdo  ser concedido que a palavra de qualquer homem ou grupo de homens deva ser recebida com a mesma fé e veneração que são devidas à Palavra de Deus.  
Devemos nos contentar com o que Deus pensou ser suficiente e apto para nos dar conhecimento de sua mente, e não cobiçarmos ser sábios acima do que está escrito; porque Ele vai ressentir-se como uma afronta hedionda: "Ele te repreenderá, vai te contar como um traidor contra Sua coroa e dignidade, e te colocará sob o pesado castigo daqueles que adicionam às suas palavras, ou que as diminuem.” (Deut 4.2; 12.32).
Além disso, vamos incorrer em erros intermináveis:  "Tu serás achado mentiroso, um corruptor da palavra da verdade, um criador de heresias, e culpado das piores falsificações, fingindo ter uma missão divina e inspiração, quando tudo não passa de uma fraude. Os homens podem ser enganados dessa maneira, mas de Deus não se zomba. "




7 Duas coisas te pedi; não mas negues, antes que morra:

8 Afasta de mim a vaidade e a palavra mentirosa; não me dês nem a pobreza nem a riqueza; mantém-me do pão da minha porção de costume;

9 Para que, porventura, estando farto não te negue, e venha a dizer: Quem é o Senhor? ou que, empobrecendo, não venha a furtar, e tome o nome de Deus em vão.
Depois da confissão e credo de Agur, temos aqui sua oração, na qual podemos observar no seu prefácio, a importância de considerarmos  o conteúdo das coisas que vamos apresentar a Deus, antes de começarmos a orar. 
É bom considerar o que precisamos, e quais são as coisas que temos de pedir a Deus:
O que o nosso caso exige? O que nossos corações desejam? O que seria que Deus deve fazer por nós? Para que não tenhamos que procurar argumentos para a nossa petição quando estivermos orando.
Agur implorou para que não lhe fosse negado o desejo que tinha em seu coração antes que morresse.
Ao orar, devemos ter em perspectiva que a nossa passagem neste mundo é transitória, e que importa vivermos  em conformidade com a devida retidão que nos conduza à aprovação do Senhor, de forma que sejamos achados dignos de estar de pé em sua presença por ocasião da sua vinda.
Se não formos renovados e santificados antes de morrer, o trabalho não será feito depois, pois tudo o que seremos na outra vida é determinado por aquilo que tivermos sido aqui embaixo, deste outro lado do céu.
O conteúdo da oração de Agur poderia ser resumido nas seguintes palavras: “Senhor, contanto que eu continue vivendo na terra, deixe-me permanecer sob a condução da tua graça e  providência".
A graça é suficiente para a nossa alma. Jesus declarou ao apóstolo Paulo: "A minha graça te basta.”
Somente a graça pode afastar de nós a mentira e a vaidade, conforme a primeira petição de Agur. Ele coloca em perspectiva a principal coisa que necessitamos -  a graça divina pela qual somente podemos triunfar sobre o pecado e sermos santificados.  
É a graça que subjuga o princípio operante do pecado em nossa natureza terrena, e que nos habilita àquela retidão que é demandada de nós por Deus.
É pela graça que se obtém o perdão para o pecado. Quando Deus perdoa o pecado, ele o remove e afasta. Além disso, ele faz provisão para que possamos vencer a tentação.
Nada há mais pernicioso para nós do que o pecado e, portanto, não há nada pelo que devemos mais intensamente orar do que não sermos vencidos pelo mal.
Então, Agur, sabiamente, em sua oração buscou em primeiro lugar a provisão para o seu espírito imortal, mas sabendo o quão nossa vida espiritual sadia pode ser impactada pelas coisas relativas à nossa subsistência material, ele logo recorre a uma segunda petição pela qual busca a provisão divina para as necessidades do seu corpo, mas de forma equilibrada de maneira que fosse um bem e não um prejuízo para a sua alma.
A sabedoria quanto a tudo o que se relaciona às nossas necessidades naturais está revelada nesta segunda petição de Agur. Ele quer receber de Deus somente aquilo que tivesse condição de bem administrar, e que permitisse estar sempre lembrado da sua completa dependência do favor divino.
Há uma tendência natural para nos esquecermos de Deus  quando nos envolvemos além da medida com as coisas deste mundo, e somos cercados de muita abundância e conforto. Por isso, em sua misericórdia, o Senhor intervém com necessidades e tribulações para mantermos em perspectiva aquilo que é de fato importante, a saber, estar em permanente comunhão com ele, em humilde reconhecimento de que fomos criados em Cristo, por Cristo, e para vivermos para ele.
Com isto, alcançamos também a compreensão pelas tribulações e perdas que temos neste mundo, que tudo aqui é passageiro e instável, e que há somente algo que é duradouro e eterno, a saber, o Reino de Deus, que devemos buscar prioritariamente, antes de qualquer outra coisa.
Também, devemos permanecer aquietados e gratos a Deus por tudo que nos suceda, sabendo que nada poderá destruir o nosso espírito eterno, e tudo aquilo que temos obtido por meio de Jesus Cristo, caso permaneçamos na fé e na dependência do Senhor para tudo.
Por isso Agur orou contra os extremos de abundância e de necessidade. Ao pedir que Deus não lhe desse nem a pobreza, nem a riqueza, ele não pretendia prescrever a Deus, nem ter a pretensão de ensinar-lhe qual era a condição que deveria ser atribuída a ele, e nem mesmo orar contra a  pobreza ou a riqueza absolutas, como fossem um mal em si mesmas, mas que pela graça do Senhor, o seu coração fosse guardado de se desviar em razão de tais circunstâncias extremas.
Ele pretendia expressar o valor que os homens sábios e bons têm em um estado de terem atendidas as necessidades simples e básicas para a manutenção da vida, permanecendo em submissão à vontade de Deus.
Seu desejo concordava com o mandamento divino através do apóstolo Paulo de estarmos sempre gratos e alegres no Senhor, vivendo contentes em toda e qualquer circunstância (Fil 4.12).
Alguns podem preservar sua integridade em circunstâncias extremas de pobreza ou riqueza, mas Agur, apesar de temer a ambas, importava-se apenas com que a vontade do Senhor fosse feita.
Ele sabia que não há vida e felicidade real quando o coração se aparta de Deus. Ele conhecia bem o que sucedeu à nação de Israel por ter voltado as costas para o Senhor, e as advertências quanto ao perigo da apostasia, como se vê por exemplo em Deuteronômio 8.10-19:
“Quando, pois, tiveres comido, e fores farto, louvarás ao Senhor teu Deus pela boa terra que te deu.
Guarda-te que não te esqueças do Senhor teu Deus, deixando de guardar os seus mandamentos, e os seus juízos, e os seus estatutos que hoje te ordeno;
Para não suceder que, havendo tu comido e fores farto, e havendo edificado boas casas, e habitando-as,
E se tiverem aumentado os teus gados e os teus rebanhos, e se acrescentar a prata e o ouro, e se multiplicar tudo quanto tens,
Se eleve o teu coração e te esqueças do Senhor teu Deus, que te tirou da terra do Egito, da casa da servidão;
Que te guiou por aquele grande e terrível deserto de serpentes ardentes, e de escorpiões, e de terra seca, em que não havia água; e tirou água para ti da rocha pederneira;
Que no deserto te sustentou com maná, que teus pais não conheceram; para te humilhar, e para te provar, para no fim te fazer bem;
E digas no teu coração: A minha força, e a fortaleza da minha mão, me adquiriu este poder.
Antes te lembrarás do Senhor teu Deus, que ele é o que te dá força para adquirires riqueza; para confirmar a sua aliança, que jurou a teus pais, como se vê neste dia.
Será, porém, que, se de qualquer modo te esqueceres do Senhor teu Deus, e se ouvires outros deuses, e os servires, e te inclinares perante eles, hoje eu testifico contra vós que certamente perecereis.”
Agur sabia que os maiores ganhos deste mundo não podem compensar a nossa culpa decorrente do pecado e nem mesmo nos recomendar ao favor divino. Somente o coração confirmado com a graça de Jesus pode satisfazer a Deus.




10 Não acuses o servo diante de seu senhor, para que não te amaldiçoe e tu fiques culpado.

Somos instruídos a não abusar dos servos de outras pessoas diante dos seus senhores, pois é algo desagradável e odioso, pois não nos cabe exercer autoridade sobre eles diante daqueles a quem cabe tal ofício.
Veja por exemplo o caso de um oficial de um determinado batalhão acusar um soldado de outro batalhão na presença do oficial que é responsável por ele. Cabia apresentar o fato da acusação, se fosse o caso, ao oficial responsável e não tratar diretamente com o seu subordinado.
Por isso devemos apresentar nossas queixas contra nossos irmãos em Cristo àqueles que são os seus líderes e não acusá-los diretamente na presença dos mesmos, pois isto é um ato desonroso em relação àqueles aos quais cabe exercer a disciplina na Igreja, conforme a chamada que tiveram da parte de Deus para tal propósito.
O provérbio afirma que agir de tal forma imprudente e afrontativa faz com que a ira do Senhor do servo que acusamos acabará se voltando contra aqueles que procedem de tal forma e não propriamente contra o seu servo, a quem acusamos em sua presença.
Isto sucede com os demônios e todos aqueles que intentam acusar os filhos de Deus, aos quais ele justificou por causa da fé deles no sangue de Jesus Cristo. Infamá-los é o mesmo que infamar Aquele que os justificou, e Deus não deixará de se irar contra todos os que procedem de tal modo.






11 Há uma geração que amaldiçoa a seu pai, e que não bendiz a sua mãe.


12 Há uma geração que é pura aos seus próprios olhos, mas que nunca foi lavada da sua imundícia.

13 Há uma geração cujos olhos são altivos, e as suas pálpebras são sempre levantadas.

14 Há uma geração cujos dentes são espadas, e cujas queixadas são facas, para consumirem da terra os aflitos, e os necessitados dentre os homens.

Há gerações que são mais ímpias do que outras. Isto é um fato que é comprovado pela história. E comparando a geração atual com as que a antecederam podemos facilmente chegar à referida conclusão.
É sabedoria entender que isto tudo sucede para que possamos discernir o tempo que temos vivido, de forma a agirmos com a devida prudência que o tempo requer.
Ninguém se apresse em seus relacionamentos, quando o tempo é ruim, considerando bom, sem o devido exame e prudência, a quem se nos apresente como amigo e pessoa confiável, pois, é da seguinte forma que o apóstolo Paulo descreve a geração do tempo do fim:
“1 Sabe, porém, isto, que nos últimos dias sobrevirão tempos penosos;
2 pois os homens serão amantes de si mesmos, gananciosos, presunçosos, soberbos, blasfemos, desobedientes a seus pais, ingratos, ímpios,
3 sem afeição natural, implacáveis, caluniadores, incontinentes, cruéis, inimigos do bem,
4 traidores, atrevidos, orgulhosos, mais amigos dos deleites do que amigos de Deus,
5 tendo aparência de piedade, mas negando-lhe o poder. Afasta- te também desses.
6 Porque deste número são os que se introduzem pelas casas, e levam cativas mulheres néscias carregadas de pecados, levadas de várias concupiscências;
7 sempre aprendendo, mas nunca podendo chegar ao pleno conhecimento da verdade.
8 E assim como Janes e Jambres resistiram a Moisés, assim também estes resistem à verdade, sendo homens corruptos de entendimento e réprobos quanto à fé.
9 Não irão, porém, avante; porque a todos será manifesta a sua insensatez, como também o foi a daqueles.” ( II Timóteo 3.1-9)
O apóstolo Paulo cita a condição apontada no provérbio de filhos desobedientes aos pais, implacáveis e sem afeto natural.
As pessoas sentem-se justificadas pelas coisas que fazem pois não respeitam os valores que lhes foram legados pelas gerações passadas.
Quão difícil se torna então encontrar pessoas que estejam habilitadas para agir em conformidade com o compromisso de fidelidade, amor e justiça exigido pelo casamento.
Moças e rapazes tendem a se entregar a vários relacionamentos que ofendem a honra que Deus atribui ao matrimônio, e transgridem todos os princípios que ele estabeleceu para o mesmo.
As relações de trabalho não são norteadas pelo princípio de honestidade e respeito entre empregados e patrões, e isto se estende a outras esferas de relacionamentos.
E ainda assim as pessoas se acham puras, sem que nunca tenham sido lavadas de sua iniquidade. Consideram correto e aprovado tudo o que fazem, ainda que sejam as coisas mais abomináveis aos olhos de Deus.
Este posicionamento conduz ao orgulho exacerbado, e Deus e os seus mandamentos são removidos inteiramente de diante dos olhos, das mentes e dos corações de tais pessoas.
Jamais admitirão a sua necessidade de Cristo para serem purificadas e receberem um novo coração sensível, amoroso, generoso, justo e verdadeiro.
O egoísmo é a lei da hora e somente importa aquilo que satisfaça o próprio interesse, ainda que à custa de se infringir o direito de outros.
Assim, outro ponto relevante destacado no provérbio, ao qual são conduzidos pelos citados anteriormente é o da violência extrema,
Isto explica porque há tanta violência no mundo, e ficando cada vez mais especializada em requintes de crueldade, como um mal que ninguém pode conter.
Os noticiários mostram isto de modo muito claro e direto, cotidianamente, e muitos sequer ficam sensibilizados e preocupados com tal estado de coisas, porque passa a ser considerado como algo comum e banal.
O crime é banalizado e com isto, a corrupção, apesar de ser condenada, é praticada abertamente por grande parte da sociedade.





15 A sanguessuga tem duas filhas: Dá e Dá. Estas três coisas nunca se fartam; e com a quarta, nunca dizem: Basta!

16 A sepultura; a madre estéril; a terra que não se farta de água; e o fogo; nunca dizem: Basta!

17 Os olhos que zombam do pai, ou desprezam a obediência à mãe, corvos do ribeiro os arrancarão e os filhotes da águia os comerão.

A sanguessuga que tem duas filhas: Dá e Dá, é uma referência a um tipo de sanguessuga que ataca os cavalos e  que tem dois apêndices com os quais suga-lhes o sangue. Isto é especialmente uma referência a um tipo de filho rebelde que sempre quer mais e suga todos os recursos de seus pais. E há ainda no verso 15 uma referência a três coisas que nunca serão satisfeitas, e quatro que nunca dirão que é o bastante. O inferno e o útero estéril. O inferno nunca tem o bastante, e está sempre arrastando pessoas para lá,  o útero estéril nunca está satisfeito, porque a vocação seria a concepção, e este desejo instintivo só pode ser apagado pelo poder sobrenatural de Deus, assim como o desejo sexual nos que Ele tem chamado para serem eunucos.
Temos a terra que sempre absorve a água que é derramada sobre ela, e o fogo que continua se alastrando se não for apagado. E você pode somar a isso as sanguessugas que representam em figura os filhos que não se importam com o que você lhes dá, não importa o que você lhes faça, eles nunca acharão que é o bastante. E essa palavra é boa, porque os pais que têm tais filhos rebeldes e pensam que eles podem comprar a lealdade deles, ou comprar a obediência deles ou comprar o respeito deles, deveriam saber que não poderão nunca fazê-lo porque nunca estão satisfeitos. Eles estão como a sepultura, ou como o útero estéril, são como a terra que nunca tem bastante água para absorver, eles são como o fogo que nunca diz: vou parar porque já tenho bastante, estou satisfeito.
E no verso 17 se diz que os olhos de quem zomba do pai ou de quem despreza a obediência à sua mãe, os corvos no ribeiro os arrancarão e pelos pintãos da águia serão comidos. Este provérbio é perfeito porque o filho rebelde é cegado pelos corvos e pelos filhotes da águia que são aves de rapina e comem principalmente os olhos dos cadáveres.
Um filho rebelde está retratado dessa forma horrível por Deus, porque espiritualmente será cegado pela sua desobediência e desrespeito aos seus pais. Ele não conhecerá a graça e o temor do Senhor. Ele não verá o Reino de Deus, ele não verá a bênção do Senhor sobre a sua vida, por causa da sua rebeldia que o cega e o impede de ver e viver o amor do Senhor.
E é triste para os pais que têm filhos que são assim rebeldes, e que não aceitam a instrução e a disciplina, serem finalmente sendo submetidos ao julgamento de Deus. E como isto é triste. Muito triste. Quantos pais? Quantos de vocês têm um filho que caiu debaixo do julgamento divino? Alguns até mesmo pereceram. Isto é realmente de quebrar o coração. Que coisa séria e urgente é então ensinar os filhos a cumprirem o mandamento de Deus, ensinando-lhes a obedecerem a seus pais. Isto é um bem que está sendo feito a eles, e não a imposição de um tipo de fardo. 
Agora como você faz este processo? Como você traz uma criança à obediência e ao respeito? Voltemos para Provérbios 3.11,12: “Filho meu, não rejeites a disciplina do Senhor, nem te enfades da sua repreensão. Porque o Senhor repreende a quem ama, assim como o pai ao filho a quem quer bem.”. E a propósito, isso é citado em Hb 12.5-11 onde fala sobre disciplina. A categoria aqui é um ato de disciplina. De um pai que realmente ama o seu filho, você diz que você ama seu filho, então você disciplinará seu filho. Todo filho que você amar será açoitado por você. Isso é o que a carta aos Hebreus diz. Se Deus amar alguém, Ele o açoita, Ele o castiga. E é doloroso no momento, mas tem o efeito do fruto pacífico de justiça.  
Assim, em primeiro lugar, nós aprendemos aqui que o processo de ensinar obediência e respeito é um processo de disciplina. A disciplina pode ser definida simplesmente desta forma, a disciplina é aquela função pela qual os pais recompensam a obediência e castigam a desobediência.... isso é disciplina. A não conformidade com os padrões divinos traz consequências negativas. A conformidade com aqueles padrões traz  consequências positivas. É exatamente assim como Deus nos disciplina.  
Em Pv 6.20-23 lemos: “Filho meu, guarda o mandamento de teu pai, e não deixes a instrução de tua mãe; ata-os perpetuamente ao teu coração, pendura-os ao teu pescoço. Quando caminhares, isso te guiará; quando acordares, falará contigo. Porque o mandamento é lâmpada e a instrução luz, e as repreensões da disciplina são o caminho da vida.”.
O que você faz é inundá-los com a Palavra de Deus de forma que isto informa a consciência deles e fala com eles. Agora você se lembra que a consciência não tem nenhuma moralidade? A consciência é somente um sistema de advertência, é uma cigarra, é uma luz vermelha, é um sino, é um apito. Isso é tudo. A consciência reage ao sistema moral na mente. Reage a seu padrão moral mais alto. Agora, para uma criança nascida no mundo a lei de Deus está escrita onde? No coração, Romanos 2, a lei de Deus é escrita no coração, está lá. Eles entendem o que é injustiça, eles porém amam a injustiça. E eles devem ser disciplinados para corrigirem isto.  
Agora aquela lei de Deus escrita no coração deles pode ser afetada negativamente pelas mensagens que vêm da cultura. A cultura quer reconstruir aquele código de moral. Quer entrar com mentiras. Quer reformar o sistema moral inteiro deles, o sistema ético moral inteiro deles. E se tem sucesso fazendo isso, então a consciência que é o dispositivo de advertência fica mal informada e não lhe adverte quando você viola os mandamentos de Deus, porque você alimentou a sua mente com coisas que são contrárias à verdade revelada na Palavra. Se você tiver uma teologia distorcida, ou  um sistema ético moral distorcido, então sua consciência reagirá de acordo com esse sistema deformado. Assim quando você entra no mundo, o que acontece? Aquela pequena criança é exposta a televisão, rádio, filmes, música, educação, o processo inteiro da cultura e reforma a grande verdade que foi colocada de nascença naquele pequeno coração por Deus e sobre o que é certo e o que é errado. Romanos 2.14,15 fala da norma da lei gravada por Deus nos corações de todas as pessoas, e Rm 1.19-21 diz que todos têm conhecimento da existência de Deus e de seus atributos invisíveis, e do seu eterno poder através da criação. E então as explosões da sociedade que, dinamitam isso com a teoria da evolução de forma que eles criem convicções de forma que cheguem a uma posição em que eles já não acreditam que Deus criou tudo, e onde também são dinamitados com a imoralidade do sistema, até o ponto em que eles já não sabem o que é certo e o que é errado, e o relativismo assume o comando, não havendo mais para eles qualquer absoluto, e com isso a consciência é desamparada. Toda a consciência reagirá ao sistema ético de Deus, e estando sendo formada por um sistema ético distorcido ela ficará mal informada e já não mais incomodará a pessoa quando estiver trilhando pelos caminhos da rebeldia, porque a sua mente não está alimentada com os padrões de conduta da Palavra de Deus.
Assim o que está sendo usado em nossa cultura hoje em dia? Um esforço muito grande  para vender às crianças e aos jovens um sistema ético não cristão. Liberte-se de Deus, não há nenhum criador, não há nenhum Deus, não há nenhuma lei moral. Tudo o que você deseja é para você, tudo é puramente uma escolha de estilo de vida. Os ídolos e cantores da MTV quando são entrevistados e perguntados sobre o seu pensamento acerca do pecado, eles simplesmente negam que exista algo chamado pecado. A luxúria não é um pecado, é apenas a satisfação de desejos com pessoas do sexo oposto, sem cobranças de ambas as partes, sem compromissos, e para eles aí está a grande vantagem porque seguem livres para novas aventuras. Para eles a ganância é o que os torna ricos, portanto não é um pecado. A falta de orgulho é para eles exatamente a causa dos problemas com a sociedade por que lhes falta bastante orgulho para se imporem.
Assim o que a sociedade quer fazer é criar um sistema de incredulidade, de valores satânicos, de forma que o que está sendo dito no coração está errado. A segunda coisa que quer fazer é cauterizar a consciência. Como faz isso? Falando-lhe que você não deveria escutar a consciência. Com efeito diz que você não deveria se sentir culpado por nada que faça e que os outros considerem errado, você não deveria sentir vergonha, você não praticou  nenhuma injustiça, o que realmente aconteceu é que você foi abusado, sua mãe fez algo a você, seu pai fez algo a você, você é uma vítima, não é sua falta, você não deveria se sentir culpado, você não deveria se sentir responsável... e assim a sociedade desobriga a pessoa de qualquer necessidade para escutar a voz da consciência. Assim você mata a função da consciência, você reescreve o manuscrito para valores morais e você tem um desastre potencial. E é esse o tipo de jovens que nós temos em nossa geração.  
Agora você tem a ordenança de Pv 6.20-23: “Filho meu, guarda o mandamento de teu pai, e não deixes a instrução de tua mãe; ata-os perpetuamente ao teu coração, pendura-os ao teu pescoço. Quando caminhares, isso te guiará; quando acordares, falará contigo. Porque o mandamento é lâmpada e a instrução luz, e as repreensões da disciplina são o caminho da vida.”. Você tem que lhes ensinar os mandamentos da Palavra de Deus, você tem que atá-los continuamente aos seus pequenos corações, e amarrá-los ao redor dos seus pescoços... de modo que nunca venham a ficar longe de tais mandamentos... e de forma que quando eles estiverem caminhando eles estarão operando em suas pequenas mentes, quando eles estiverem dormindo, essas verdades penetrarão os sonhos deles, porque estarão tão profundamente inundados dos mandamentos de Deus que quando ao acordarem eles serão o seu primeiro pensamento em suas consciências. Aquela pequena criança deveria entrar na cozinha e o primeiro pensamento consciente da manhã é que aquilo que a mãe pedir eles imediatamente responderão. Qualquer pai diz, imediatamente eles respondem porque está no tecido da  vida deles.  

Em Pv 10.13 lemos: “Nos lábios do entendido se acha a sabedoria, mas a vara é para as costas do falto de senso.”. A vara da correção é para as costas daquele que não tem compreensão. Agora, como você consegue que este menino ou menina lhe obedeçam? Você lhes bateu com algo, que é chamado aqui de vara. Você diz "Olhe, aqui está a vara, você quer fazer o favor de obedecer?”. Se a vara nunca foi aplicada, eu não penso que eles entendam o quadro. Você é chamado para usar o castigo corpóreo basicamente. Isso é o que diz. Uma vara é para a parte de trás dele e não na frente ou no topo. Devem receber o castigo na parte de trás onde eles foram projetados para apanhar, sem sofrer danos físicos. O traseiro age como um acolchoando para o processo de disciplina.   
Pv 13:24 diz: “O que retém a vara aborrece a seu filho, mas o que o ama, cedo o disciplina.”.  Se você ama seu filho você deve dar no seu traseiro com uma vara. E se você não o fizer, quando ele o fizer por merecer, você odeia seu filho. Por que? Porque você está contente em deixar aquela criança crescer em padrões de vida pecaminosos. É que o que você quer para sua criança?
Dois policiais atendendo ao pedido de vizinhos abordaram uma mãe que estava disciplinando o seu filho batendo no seu traseiro, a queixa era que ela o estava espancando. Ela disse aos policiais: eu o estou corrigindo agora para que amanhã ele não venha a apanhar de vocês. E com isso os policiais foram embora sem dar palavra. Mas a sociedade está reagindo realmente a isto. Eles querem mudar os padrões de Deus. Por inspiração do Inimigo eles pretendem deixar as crianças sem disciplina para que sejam destruídas pelo seu pecado.  
Certamente deve haver um equilíbrio nesta correção. O pai e a mãe que estiverem em comunhão com Deus, andando na Sua presença, cheios da Sua graça e amor, certamente não se excederão na correção de seus filhos. Não farão isto para magoá-lo, machucá-lo, mas para que sinta e saiba que o pecado não traz boas consequências. Por isso se lê em Pv 19.18: “Castiga a teu filho, enquanto há esperança, mas não te excedas a ponto de matá-lo.”. A correção não é um ato de violência que poderia deixar sequelas ou mesmo conduzir à morte. Literalmente, não deseje a morte para ele. Se você não disciplinar seu filho, você realmente está soletrando potencialmente a autorização da sua morte porque o comportamento antissocial, indisciplinado pode conduzir rapidamente à morte. Nós vemos isso em nossa sociedade, não é verdade? Morte por embriaguez, morte por drogas, morte por comportamento criminoso, morte por doença venérea, por todo lado. Crianças morrendo agonizantes, juvenis, adolescentes morrendo. Alguém não soube a verdade de Deus, alguém não os disciplinou bastante enquanto havia ainda esperança e eles desejaram com isso ainda que indiretamente e por ignorância, a morte de seus filhos, porque isso é o que ocorre com pessoas irresponsáveis, que vivem pecando, dominadas pelo mal e que nunca aprendem o autocontrole.  
Pv 22.15 diz: “A estultícia está ligada ao coração da criança, mas a vara da disciplina a afastará dela.”. A tolice está ligada ao coração da criança. O que diz aqui é bem direto. Você tem uma criança depravada e tola, se você quiser que ele não seja tão tolo, corrija-o com a vara da disciplina. Isso é isto.  
Levou muito tempo para eu aprender a mensagem do castigo. Mas eu adquiri a mensagem finalmente que a dor não era particularmente agradável. Minha mãe diz a mim que ela se sente culpada porque ela me deu muitas surras quando era menino, e que isto era muito duro para ela. Escute, eu só posso agradecer minha mãe por isso. Se ela não tivesse me corrigido daquela forma, quem sabe que tipo de pessoa criminosa ou rebelde eu poderia ter sido?  
Você diz: "Mas você pode ferir sua criança. Você pode afetar sua criança de alguma maneira, ou você poderia deixar algumas cicatrizes emocionais em seu filho.". Olhe, a Bíblia diz que você tem uma criança tola, que a maldade está ligada ao seu coração, não é maravilhoso que você não tem que fazer nenhum treinamento psicológico com a criança durante quatorze anos senão que o você tem que fazer é simplesmente corrigi-lo com a vara? O que eu quero dizer, é que você não tem que ir para a faculdade para fazer isso.  
Você diz, "Oh, mas isto não poderia feri-lo?”. Veja Pv 23.13: “Não retires da criança a disciplina, pois se a fustigares com a vara, não morrerá. Tu a fustigarás com a vara e livrarás a sua alma do inferno.”. É exatamente o contrário. Se você quer poupar seu filho disto por temer feri-lo física ou emocionalmente, você estará contribuindo para que ele nunca associe qualquer dor às suas rebeliões, e poderá ter um futuro em que poderá não apenas ser um candidato à morte prematura por conta de não ter aprendido a disciplina quando criança, por se envolver com coisas deste mundo em que corre sério risco de vida, como também é um sério candidato ao inferno, porque não terá aprendido o temor de Deus. A vara não vai matá-lo. Ele sobreviverá. Essa é a resposta típica dos que justificam a retenção da vara e a falta de disciplina: "Oh, eu não quero feri-lo... eu tenho medo que se eu o ferisse que ele não gostará mais de mim.". Você ouve isso todo o tempo, e olhe o tipo de geração de jovens que temos tido. A culpa maior é dos pais que não os disciplinaram. Por terem se guiado por seus sentimentos e emoções e não por obedecerem a Palavra de Deus. Eles se esquecem que seus filhos serão gratos a eles no futuro. Que aprenderão a respeitar as pessoas. Que serão homens e mulheres de Deus num mundo pervertido. Seu filho lhe amará por lhe ter mostrado o caminho da retidão.
Você diria que isto é a coisa principal? Eu penso que é a coisa principal. Eu penso que é por isso que isto está em toda a parte da Bíblia quando fala de disciplina.
O que nós estamos dizendo aqui? Nós estamos dizendo que as crianças têm que ser obrigadas a obedecer porque a depravação deles resiste a isto.

Ele tinha falado antes daqueles que devorou ​​os pobres, e tinha falado deles passado, como a pior de todas as quatro gerações não mencionados (v. 14); Agora, aqui ele fala de sua insatisfação em fazer isto. O temperamento que os coloca em cima dela é composta de crueldade e cobiça. Agora, essas são duas filhas da sanguessuga que ataca os cavalos, a sua verdadeira prole, que ainda clama: "Dá, dá, dá mais sangue, dá mais dinheiro"; porque os sangrentos ainda estão sedentos de sangue; estão embriagados com sangue, eles acrescentam sede à sua embriaguez, e vão procurá-la mais uma vez. Aqueles também que amam a prata, o seu amor por ela nunca se fartará. Assim, enquanto a partir destes dois princípios que estão devorando os pobres, eles são continuamente desconfortáveis  para si.
Agora, para uma maior ilustração disso: Ele especifica quatro outras coisas que são insaciáveis, com as quais esses devoradores são comparados.





18 Estas três coisas me maravilham; e quatro há que não conheço:

19 O caminho da águia no ar; o caminho da cobra na penha; o caminho do navio no meio do mar; e o caminho do homem com uma virgem.

20 O caminho da mulher adúltera é assim: ela come, depois limpa a sua boca e diz: Não fiz nada de mal!

21 Por três coisas se alvoroça a terra; e por quatro que não pode suportar:

22 Pelo servo, quando reina; e pelo tolo, quando vive na fartura;

23 Pela mulher odiosa, quando é casada; e pela serva, quando fica herdeira da sua senhora.

Aqui são citadas quatro coisas que são insondáveis, maravilhosas demais para serem totalmente conhecidas.
As três primeiras coisas são naturais, e são citadas somente para efeito de comparação com a ilustração da última.
Não podemos traçar o caminho que uma águia fez no ar, pois não pode ser rastreado pelos processos comuns que nos levam a identificar o caminho que é feito pelos animais que andam sobre a terra (pegadas, cheiro etc).
De igual modo, o caminho da cobra que rasteja sobre a rocha não pode ser identificado como o das que se deslocam sobre a areia, pelos rastros que deixam sobre a mesma.
Um navio no meio do mar, também não deixa rastros após si nas águas sobre as quais navegou.
Estes exemplos então são dados para explicar que não se pode identificar o sentimento e intenções perversas que existem no coração de um homem que se junta à uma moça virgem.
Isto pode pertencer às profundezas de Satanás, que enganam e trabalham na maldade desesperada do coração humano que ninguém pode conhecer (Jeremias 17.9).
Não se pode medir as artes amaldiçoadas que um adúltero vil tem para corromper uma moça, e persuadi-la a ceder ao seu desejo perverso e abominável.
Com pretensões e declarações de amor, e todos os seus encantos poderosos, promessas de casamento, garantias de sigilo e recompensa, muitas virgens incautas são levadas a vender sua virtude, honra, e paz de alma, e tudo o que um traidor pode lhe furtar.
Quanto mais artisticamente a tentação é gerida,  mais vigilante e resoluto deveria cada coração puro resistir contra ela.
Depois de falar das coisas ocultas que podem ser abrigadas no coração de um homem em relação a uma virgem, o sábio se refere no verso 20 ao caminho da mulher adúltera, que também usa de vileza para esconder sua maldade, especialmente de seu marido, de quem ela se aparta aleivosamente; por seguir as suas inclinações lascivas, que tão astuciosamente ela disfarça, que é quase impossível de se descobrir  como o caminho da águia que se desloca no ar. Ela come o fruto proibido, à semelhança da transgressão de Adão, e limpando sua boca, para que não seja descoberta, diz com ousado descaramento que não praticou qualquer iniquidade.
Ela se apresentará como devota a Deus e como quem busca a santificação, enquanto vive de modo lascivo ocultamente., pois encontra prazer em viver de tal forma enganosa.
Para o mundo, ela nega o fato, e está pronta para jurar que é tão casta e modesta como qualquer mulher, e que ela nunca praticou a maldade da qual é suspeita. Essas são as obras das trevas, que são impedidas de virem à luz, como nosso Senhor se referiu a elas no terceiro capítulo do evangelho de João.
Sua própria consciência (se ela tiver alguma) está cauterizada, e não vê qualquer dano nesse tipo de maldade, senão apenas um entretenimento inocente. (Oseias 12.7, 8)
Assim, multidões arruínam suas almas, chamando o mal de bem e se baseiam em suas convicções com uma forma de autojustificação, pois não têm diante de si o temor de Deus e não têm seus valores firmados nos preceitos da Sua Palavra.
Os versos 21 a 24 citam quatro coisas que são intoleráveis, ou seja, quatro tipos de pessoas que são muito problemáticas para os lugares onde vivem e as relações em que se encontram; e a terra fica inquieta por causa delas, e geme sob elas como um fardo que não pode suportar, e todas elas são muito parecidas:
1. O servo que é colocado em posição de autoridade, torna-se insolente e autoritário.
2. Um tolo que fica rico irá perturbar todo o tipo de companhia com seu discurso extravagante e com as afrontas que ele vai fazer àqueles  que estiverem debaixo do seu poder.
3. A mulher odiosa que se esconde debaixo da autoridade do seu marido para fazer o mal a outros.  Já a mulher que é sábia e discreta é submissa e mansa conforme é da vontade de Deus.
4. Uma serva antiga que tem prevalecido com sua senhora, por ser indulgente para com ela, invertendo assim, a posição natural da autoridade, pois se perverterá achando que lhe cabe deliberar e decidir sobre todas as coisas que estão sob o seu cuidado.




24 Estas quatro coisas são das menores da terra, porém bem providas de sabedoria:
25 As formigas não são um povo forte; todavia no verão preparam a sua comida;
26 Os coelhos são um povo débil; e contudo, põem a sua casa na rocha;
27 Os gafanhotos não têm rei; e contudo todos saem, e em bandos se repartem;
28 A aranha se pendura com as mãos, e está nos palácios dos reis.
Agur, tendo especificado antes quatro tipos de pessoas que parecem grandes e que, no entanto, são realmente desprezíveis, especifica agora quatro coisas que são pequenas, mas muito admiráveis e excelentes, através das quais podemos aprender várias e boas lições, como por exemplo:
1. Não considerarmos atributos físicos, beleza, ou força, como coisas essenciais às pessoas de valor, mas julgar os homens por sua sabedoria e conduta, por sua aplicação em seus deveres, que são os caracteres que merecem respeito.
2. Admirarmos a sabedoria e o poder do Criador nos animais menores e mais desprezíveis, em uma formiga, tanto quanto em um elefante.
3. Culparmos a nós mesmos por não agirmos tanto quanto deveríamos para o nosso próprio verdadeiro interesse como as criaturas mais inferiores fazem por elas.
4. Não desprezarmos as coisas fracas do mundo; pois sendo de pequena conta, ainda são extremamente sábias pelo instinto especial da natureza, fazendo regularmente tudo o que Deus planejou para elas.
II. Aqueles que ele especifica são:
1. As formigas, que sendo animais diminutos e muito fracos, ainda assim são muito diligentes em juntar alimento adequado, e com uma sagacidade maravilhosa de fazê-lo no tempo adequado, a saber, no verão, para que possam ter mantimento no inverno.
Leões que são fortes e devoradores podem passar fome, mas as formigas laboriosas têm abundância, e não conhecem falta.
2. Os coelhos, ou, como alguns assim o compreendem, os ratos árabes, que são ratos do campo, criaturas fracas, e muito tímidos, mas eles têm sabedoria suficiente para fazer a sua casa nas rochas, onde eles ficam bem protegidos.
O senso da nossa própria indigência e fraqueza deveria nos levar a edificar a nossa casa numa Rocha maior, a saber, em nosso Senhor Jesus Cristo, mediante a prática da Sua Palavra.
3. Os gafanhotos; que são também pequenos, e que não têm rei, como as abelhas, que possuem uma rainha, mas eles saem todos como um exército em batalha; e, observando tal boa ordem entre si, que isto não é qualquer inconveniente para eles não possuírem um rei. Eles são chamados de grande exército de Deus (Joel 2.25.); porque, quando quiser, ele pode usá-los para afligir os homens por suas impiedades, assim como havia feito contra o  Egito.
4. A aranha, um inseto, que são muito industriosas em nossas casas como as formigas no campo. As aranhas são muito engenhosas em tecerem suas teias com finura e exatidão, como nenhuma arte pode ser capaz de imitar.
Elas habitam nos palácios dos reis, apesar de todo o cuidado que é usado para destruí-las.
A Providência divina mantém  de forma maravilhosa esses tipos de criaturas, das quais os homens são contrários e procuram destruir.  O Deus que é poderoso para preservá-las, é o mesmo que pode preservar os homens que se consideram pobres de espírito e dependentes dele, comprovando isto por meio da fé em Jesus Cristo.





29 Estes três têm um bom andar, e quatro passeiam airosamente;
30 O leão, o mais forte entre os animais, que não foge de nada;
31 O galgo; o bode também; e o rei a quem não se pode resistir.
32 Se procedeste loucamente, exaltando-te, e se planejaste o mal, leva a mão à boca;
33 Porque o mexer do leite produz manteiga, o espremer do nariz produz sangue; assim o forçar da ira produz contenda.
Aqui são enumeradas quatro coisas que são majestosas e imponentes quando andam:
1. O leão, o rei dos animais, porque é o mais  forte entre os animais; pois entre eles é a  força que dá a preeminência, mas é uma pena que isto seja feito entre os homens, cuja sabedoria é a sua honra, não a sua força e vigor.
O leão não se afasta nem altera o seu ritmo, por medo de quaisquer perseguidores, uma vez que sabe que não são páreo para ele.
Por isso os justos são comparados aos leões, pois não fogem de seu dever por medo de qualquer dificuldade que encontrem em seu caminho.
2. O galgo que é cingido nos lombos e apto para correr; ou um cavalo, que não deveria ser omitido entre as criaturas que se movem airosamente.
3. O bode, com a beleza com que vai adiante conduzindo o rebanho.
De igual modo é belo quando um cristão conduz uma obra para levar outros para o bom e reto caminho.
4. Um rei, que, quando aparece em sua majestade, é encarado com reverência e temor, e todos concordam que não se deve levantar contra ele; pois ninguém pode competir e contender com ele, e quem o faz, é em sua própria conta e risco. E, se não se deve levantar contra um príncipe terreno, ai daquele então que contende com o seu Criador.
Pretende-se assim que devemos aprender a ter a coragem e força em todas as ações virtuosas do leão e não fugir de qualquer dificuldade que se apresente. Do galgo podemos aprender a rapidez e prontidão para o serviço, e do bode o cuidado de nossa família e daqueles sob o nosso comando, e de um rei para ter nossos filhos em sujeição, com toda a seriedade.
II. Nos versos 32 e 33 é recomendado o cuidado que devemos ter em manter a calma em todos os momentos e em todas as provocações, e tomar cuidado de não levar nossos ressentimentos longe demais em qualquer ocasião, especialmente quando há uma autoridade no caso, à qual devemos ser submissos pela vontade de Deus.
1. Temos de frear e suprimir a nossa própria paixão iracunda, e ter vergonha de nós mesmos, sempre que formos justamente acusados de uma falha, e não insistir em nossa própria inocência.
Se temos nos levantado com um conceito orgulhoso de nós mesmos ou com uma  oposição preconceituosa em relação aos demais, temos agido tolamente.
Aqueles que se engrandecem sobre os outros ou contra outros, que são arrogantes e insolentes, trazem somente vergonha para si e traem a sua própria fraqueza.
Mas, se estamos conscientes de nós mesmos e que temos abrigado um projeto mau em nossas mentes, ou que tenha sido sugerido para nós, devemos colocar nossa mão na nossa boca, isto é, devemos nos humilhar pelo que temos feito de errado, e até mesmo colocar a boca no pó diante de Deus, em tristeza, assim como Jó, quando ele se arrependeu do que tinha dito tolamente (cap. 40.4),
É ruim pensar mal, mas é muito pior falar o mal que pensamos, pois isso implica um consentimento para o mau pensamento e vontade de contagiar outras pessoas com ele.
Não se deve irritar as paixões dos outros. Alguns são tão irritantes em suas palavras e conduta que até forçam outros à ira.
Agora, este espremer da ira produz contenda, e nesta há confusão e toda obra má; pois assim como o agitar do leite produz a manteiga e o espremer o nariz vai fazer com que sangre, de igual modo, agitar os resíduos de ira furta do homem todo o bem que estiver nele, e produzirá contendas.
O espírito é aquecido por graus com fortes paixões; uma palavra com raiva gera outra, e isto chega ao ponto de gerar situações irreconciliáveis. Que nada, portanto, seja dito ou feito com a violência, mas cada coisa com suavidade e calma.


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