sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

EZEQUIEL 7


Ao tempo em que estas profecias eram dadas a Ezequiel, relativas ao sítio e à queda de Jerusalém, em Babilônia, Jeremias ainda profetizava em Judá. 
Certamente, chegou aos judeus, tanto de uma quanto de outra parte, o teor destas profecias de ambos, que eram uma só revelação em essência, e nem com isso eles se arrependeram de suas más obras.
É possível pregar tudo que se refira à sã doutrina sobre santificação e nem assim muitos cristãos virem a se santificar.
É possível pregar com exatidão sobre a segurança da salvação por causa da justificação, e ainda assim muitos cristãos viverem angustiados pelo temor da perda da salvação.
Deste modo, não é nenhuma garantia de que haverá obediência dos cristãos, caso a Palavra seja pregada e ensinada como convém, isto é, estando a vida em acordo com a verdade pelos que pregam e ensinam, e por uma exposição correta da doutrina da graça e da verdade que estão em Cristo Jesus.
É necessário tomar uma posição em relação ao que se ouve, e colocá-lo em prática. Daí a ordenança bíblica de que não sejamos meros ouvintes da Palavra, mas praticantes.
O fato de saber a doutrina correta não é uma garantia de que estamos salvos ou santificados. Apesar de ser fundamental o conhecimento da verdade para que haja salvação e santificação. Mas somente o conhecimento intelectual da verdade não é por si só, uma garantia de conversão, como podemos ver na atitude de Israel na recepção da Palavra que lhe foi enviada da parte de Deus pelos Seus profetas.    
O próprio Senhor Jesus disse que aquele que ouve a Palavra e não a pratica é como um insensato que construiu sua casa sobre a areia.
Nenhum pastor deveria se iludir portanto, pensando que tudo o que deve fazer é simplesmente aprender e ensinar a doutrina correta, porque conduzir a si mesmo e o povo de Deus à santificação é tarefa para quem é diligente não apenas no aprendizado da verdade, mas também na busca de Deus, no enchimento do Espírito e revestimento do Seu poder, de uma vida de oração e de renúncias, uma vez estabelecida a comunhão com nosso Senhor, que nos trará o Seu governo sobre o nosso espírito.
Por isso Deus havia alertado a Ezequiel de antemão que Ele não seria ouvido pelos judeus, apesar de tudo o que lhes dissesse proviesse dEle, e fosse a pura verdade. Porque Deus sabe que para haver arrependimento e conversão é necessário muito mais do que simplesmente ouvir a verdade, é necessário ter um coração contrito perante Ele, que odeie o pecado, e que trema da Sua presença, pelo Seu temor e da Sua Palavra, de maneira que Ele ache um caminho para poder se revelar aos nossos corações.    
 Como os judeus poderiam se converter ao Senhor enquanto seus corações estavam apegados às riquezas que eles haviam acumulado? Estava apegado de tal forma, que nem sequer no sítio que estavam sofrendo, viram que ouro e prata não matam a fome, em tais circunstâncias, porque nada se pode comprar com eles, e nem sequer servir para pagar tributos a nações que pudessem lhes socorrer, porque estavam em aperto e incomunicáveis, de maneira que toda a fortuna que haviam juntado de nada lhes serviria, e não somente isto, passaria para as mãos de outros.
Por causa dessa riqueza do mundo eles haviam desprezado a celestial, e afastando-se dos caminhos retos do Senhor, vieram a viver na iniquidade. Então o dinheiro se lhes tornou em tentação e laço, que endureceu seus corações, preparando-lhes para a destruição (v. 19).
Até mesmo os adornos que usavam foi convertido em soberba, lhes tornando orgulhosos, e fizeram deles imagens de esculturas para adorá-las (v. 20).
Então o Senhor permitiria que caíssem nas mãos de ímpios, e também que o Seu próprio templo fosse profanado, porque eles haviam se tornado indignos de entrarem na Sua casa e adorá-lO. 
Nos dias da sua destruição eles buscariam a paz, mas não a paz que o Senhor dá, e por isso não achariam nenhuma paz (v. 25).
O Senhor agrada-se em dar a Sua paz, porque é um dos Seus atributos, é parte do fruto do Seu Espírito, mas não pode dar tal paz a quem vive na iniquidade, e que se recusa a se arrepender de seus pecados.
Jesus é o Príncipe da paz, e nos dá a Sua paz não conforme é dada pelo mundo, ou seja, pela ausência de dificuldades e tribulações. Ele nos dá paz em meio às aflições, quando O buscamos de todo o nosso coração, dispostos a tomar sobre nós o jugo da obediência que Lhe é devida.
Fazendo assim, sendo Seus imitadores, por sermos mansos e humildes de coração tal como Ele, acharemos por fim a Sua paz, porque agrada-se em dá-la aos que procedem de tal forma.  
Buscar meramente alívio de aflições, tal como os judeus fariam na hora da destruição que viria sobre eles, não significa buscar a paz de Deus, nem mesmo ao próprio Deus, porque é possível achar conforto e alívio que nos seja dado por Ele, para logo endurecer de novo o coração, pela falta de um verdadeiro arrependimento, tal como a Bíblia está cheia de exemplos nas pessoas de Esaú, faraó, o rei Acabe, Judas e tantos outros. 




“1 Ainda veio a palavra do Senhor a mim, dizendo:
2 E tu, ó filho do homem, assim diz o Senhor Deus à terra de Israel: Vem o fim, o fim vem sobre os quatro cantos da terra.
3 Agora vem o fim sobre ti, e enviarei sobre ti a minha ira, e te julgarei conforme os teus caminhos; e trarei sobre ti todas as tuas abominações.
4 E não te pouparei, nem terei piedade de ti; mas eu te punirei por todos os teus caminhos, enquanto as tuas abominações estiverem no meio de ti; e sabereis que eu sou o Senhor.
5 Assim diz o Senhor Deus: Mal sobre mal! eis que vem!
6 Vem o fim, o fim vem, despertou-se contra ti; eis que vem.
7 Vem a tua ruína, ó habitante da terra! Vem o tempo; está perto o dia, o dia de tumulto, e não de gritos alegres, sobre os montes.
8 Agora depressa derramarei o meu furor sobre ti, e cumprirei a minha ira contra ti, e te julgarei conforme os teus caminhos; e te punirei por todas as tuas abominações.
9 E não te pouparei, nem terei piedade; conforme os teus caminhos, assim te punirei, enquanto as tuas abominações estiverem no meio de ti; e sabereis que eu, o Senhor, castigo.
10 Eis o dia! Eis que vem! Veio a tua ruína; já floresceu a vara, já brotou a soberba.
11 A violência se levantou em vara de iniquidade. Nada restará deles, nem da sua multidão, nem dos seus bens. Não haverá eminência entre eles.
12 Vem o tempo, é chegado o dia; não se alegre o comprador, e não se entristeça o vendedor; pois a ira está sobre toda a multidão deles.
13 Na verdade o vendedor não tornará a possuir o que vendeu, ainda que esteja por longo tempo entre os viventes; pois a visão, no tocante a toda a multidão deles, não voltará atrás; e ninguém fortalece a sua vida com a sua própria iniquidade.
14 Já tocaram a trombeta, e tudo prepararam, mas não há quem vá à batalha; pois sobre toda a multidão deles está a minha ira.
15 Fora está a espada, e dentro a peste e a fome; o que estiver no campo morrerá à espada; e o que estiver na cidade, a fome e a peste o consumirão.
16 E se escaparem alguns sobreviventes, estarão sobre os montes, como pombas dos vales, todos gemendo, cada um por causa da sua iniquidade.
17 Todas as mãos se enfraquecerão, e todos os joelhos se tornarão fracos como água.
18 E se cingirão de sacos, e o terror os cobrirá; e sobre todos os rostos haverá vergonha e sobre todas as suas cabeças calva.
19 A sua prata, lança-la-ão pelas ruas, e o seu ouro será como imundícia; nem a sua prata nem o seu ouro os poderá livrar no dia do furor do Senhor; esses metais não lhes poderão saciar a fome, nem lhes encher o estômago; pois serviram de tropeço da sua iniquidade.
20 Converteram em soberba a formosura dos seus adornos, e deles fizeram as imagens das suas abominações, e as suas coisas detestáveis; por isso eu a fiz para eles como uma coisa imunda.
21 E entrega-la-ei nas mãos dos estrangeiros por presa, e aos ímpios da terra por despojo; e a profanarão.
22 E desviarei deles o meu rosto, e profanarão o meu recesso; porque entrarão nele saqueadores, e o profanarão.
23 Faze uma cadeia, porque a terra está cheia de crimes de sangue, e a cidade está cheia de violência.
24 Pelo que trarei dentre as nações os piores, que possuirão as suas casas; e farei cessar a soberba dos poderosos; e os seus lugares santos serão profanados.
25 Quando vier a destruição eles buscarão a paz, mas não haverá paz.
26 Miséria sobre miséria virá, e se levantará rumor sobre rumor; e buscarão do profeta uma visão; mas do sacerdote perecerá a lei, e dos anciãos o conselho.
27 O rei pranteará, e o príncipe se vestirá de desolação, e as mãos do povo da terra tremerão de medo. Conforme o seu caminho lhes farei, e conforme os seus merecimentos os julgarei; e saberão que eu sou o Senhor.” (Ezequiel 7)

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